Sobre o autor:
Vívian Guazzelli Informática no currículo das escolas
29/09/2008
Como egressa do curso de Licenciatura em Computação, defendo e dou meu voto a favor desse movimento, e por isso quero compartilhar hoje com vocês essa bela iniciativa dos alunos e coordenação do curso de computação da FACOS pela inserção da informática como uma disciplina no currículo das nossas escolas.
Esse tema vem sido discutido desde que estudei por lá, entre os alunos- seja nos corredores ou em algumas aulas de didática, estágio... Mas ultimamente tomou uma proporção maior que rompeu as barreiras da sala de aula e está se encaminhando para as secretarias de educação dos nossos municípios. Para que todos tomem conhecimento, tomei a liberdade, com o conhecimento e consentimento de alguns colegas, de publicar aqui o manifesto público dos alunos do curso que tem norteado a discussão em questão. Aguardo os comentários de vocês, para publicarmos por aqui e aquecer esta discussão!!! -- MANIFESTO PÚBLICO Computação: Qualificando a Educação e o Mercado de Trabalho Os acadêmicos e egressos do Curso de Licenciatura em Computação da Faculdade Cenecista de Osório – FACOS, vem a público e em particular às comunidades do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, apresentar a sua posição favorável à inserção da disciplina de computação nos currículos escolares e à regulamentação profissional dos lidadores da computação, por todas as razões a seguir expostas: As Tecnologias da Informação – TI A escalada do desenvolvimento tecnológico vem trazendo ao convívio social facilidades e comodidades que, via de regra, são acompanhadas por novas necessidades nos campos pedagógico e técnico. Microcomputadores, celulares, Internet, programas, interfaces, entre outras tantas formas de manifestações das Tecnologias da Informação – TI, estão cada dia mais enraizadas no nosso cotidiano. Nossas crianças e jovens lidam com tecnologias desde seus primeiros passos; nossos adultos interagem com ferramentas digitais diuturnamente, para bem cumprir suas tarefas profissionais; nossos idosos se espantam com recursos tecnológicos com os quais jamais sonharam; nossas escolas, empresas, produtores rurais, entre tantos outros setores, são continuamente compelidos a fazer uso das tecnologias como forma de otimização das suas rotinas, antes entregues a recursos analógicos ou manuais. Reconhecemos, pois, a importância das Tecnologias da Informação – TI no atual contexto social, tanto quanto a premência de discussões e ações que promovam a otimização deste processo. Debates e iniciativas que visem a inserção social por meio das tecnologias, tanto quanto a busca por caminhos qualificados, comuns e produtivos do uso tecnológico. O Curso de Licenciatura em Computação Somos parte de um contexto acadêmico singular em vários aspectos. Dentre este destacamos dois, quais sejam: (a) o fato de ser este Curso um elemento qualificador de profissionais que atuarão em uma área extremamente nova e ao mesmo tempo vital para nossa idéia de sociedade moderna; (b) sermos habilitados para uma atuação simultânea e qualificada nas áreas pedagógica e técnica. Assim, destacamos o fato deste Curso estar perfeitamente contextualizado com a realidade social que vivemos, bem como vemos na sua dualidade pedagógico–técnica um diferencial agregador de valores e viabilizados de soluções. Se de um lado temos, então, profissionais sendo formados e habilitados para a prática pedagógica, junto a instituições de ensino, em suas searas tecnológicas, concomitantemente temos este mesmo profissional sendo qualificado para o exercício de consultorias e assessorias técnicas, tanto quanto desenvolvimento e implantação de recursos eletrônicos e tecnológicos no meio empresarial e produtivo. É, portanto, este Curso de Licenciatura em Computação, uma importante e imprescindível ferramenta de formação profissional, bem pensada em seus fundamentos e bem alicerçada em suas propostas. A Computação no Currículo Escolar Ao percebermos o contexto sócio–tecnológico vigente, onde a computação e as ferramentas digitais são a tônica das estratégias de otimização das relações e dos recursos social, precisamos avaliar então qual a abordagem pedagógica adequada para a lida deste contexto. Assim, muito antes de virarmos as costas para esta realidade, adotando práticas de digressão do debate, é preciso se buscar o enfrentamento frontal do tema. É necessária a compreensão de que é preciso investimentos na área pedagógico–tecnológica, por meio da viabilização e disponibilização de currículos, educadores, equipamentos e programas, para uma interação qualificada do educando com os elementos tecnológicos. Significa, assim, se promover ações concretas de inserção da Computação no contexto escolar, trazendo esta para a condição de disciplina curricular, por onde se pense caminhos pedagógicos que abordem seriamente a compreensão e o uso das tecnologias por parte dos educandos. Passa também, tal questão, pelo disponibilizar de espaços e recursos físicos e digitais adequados para a apropriada prática educacional da abordagem tecnológica. São, pois, a inserção da Computação nos currículos escolares e o concomitante investimento em recursos humanos e materiais na área, os passos iniciais e fundamentais para o direcionamento produtivo e otimizado da questão pedagógico–tecnológica. A Regulamentação Profissional A atuação do profissional em computação, sabemos, pode se dar tanto na área pedagógica quanto na área técnica. Assim, este profissional poderá atual como educador em uma instituição de ensino, tanto quanto na área técnica, junto a empresas públicas e privadas, como assessor ou consultor tecnológico, ou ainda como desenvolvedor e implantador de sistemas e estruturas digitais. Quando do exercício profissional na seara pedagógica, este profissional estará submetido as mesmas regras de conduta dos demais profissionais em educação. Porém, resta a discussão relativa a esta mesma regulamentação e regulação de conduta quando este mesmo profissional estiver atuando nas searas técnicas. Consideramos, assim, de inarredável importância a regulamentação das ações profissionais dos lidadores das Tecnologias da Informação – TI, por meio de legislação específica e constituição de órgão representativo da categoria profissional. Isto como forma de se garantir a qualidade dos serviços prestados por este profissional, contribuindo assim para com a qualificação e otimização do mercado tecnológico. Um Convite à Ação Ao reafirmar nossa posição e pensamento, convidamos as comunidades do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, representadas por suas autoridades constituídas, entidades representativas e cidadãos em geral, a se somarem em um amplo debate e intensa busca de caminhos e ações práticas para a efetivação de tudo o quanto defendemos neste manifesto. Comentários, sugestões e opiniões para vivian@litoralgaucho.com.br Os textos aqui publicados são de total responsabilidade dos seus autores, não representando obrigatoriamente as posições e opiniões do Portal Litoral Gaúcho
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