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Sobre o autor:
Vívian Guazzelli
(Parte I) Interação de alunos surdos com a comunicação computadorizada
30/06/2008
A importância da inclusão do aluno com necessidades especiais de educação:

Sabemos que a escola é uma das instituições que prepara o individuo para a vida em sociedade, proporcionando-lhe a formação do conhecimento. Isso inclui também, no caso dos surdos, um trabalho de inclusão social, pois sabemos que eles muitas vezes são excluídos do convívio com os ouvintes por suas dificuldades de comunicação. A Declaração de Salamanca (1994) ressalta que é dever da escola atender todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras.
Tais condições geram uma variedade de desafios aos sistemas escolares. No contexto desta estrutura, o termo "necessidades educacionais especiais" refere-se a todas aquelas crianças ou jovens cujas necessidades educacionais se originam em função de deficiências ou dificuldades de aprendizagem. As escolas devem buscar formas de educar tais crianças com sucesso, incluindo aquelas que possuam desvantagens severas. Este é um passo crucial no sentido de modificar atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras e de desenvolver uma sociedade inclusiva.

O papel da informática nesse contexto:

Alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem com os métodos tradicionais de ensino podem apresentar melhorias razoáveis através do uso da informática na educação, desde que o professor saiba estimular este aluno despertando seu interesse no uso do computador de forma a construir novos conhecimentos. Portanto, o professor de informática deve possuir um dinamismo e criatividade que vão além do conhecimento técnico, e lhe permitam adaptar seu ensino às necessidades específicas do aluno.
O computador utilizado na educação pode auxiliar no desenvolvimento de diversas competências pelo aluno surdo, como por exemplo, a aprendizagem da escrita de sinais. A sua importância dá-se pelo fato de que os surdos que se comunicam por sinais precisam representar pela escrita a fala própria deles que é viso-espacial. Para Stumpf (2000, Pg. 2), “quando as crianças conseguem aprender uma escrita que é representação de sua língua natural amadurecem e melhoram todo o seu desenvolvimento cognitivo”.
Já no caso da aprendizagem do português como segunda língua pelo aluno surdo, Arcoverde (2006) ressalta a importância do uso social da linguagem escrita, diz que a apropriação da língua escrita pelos surdos se dá através das trocas entre as diferentes culturas, e diante disso, as tecnologias digitais se mostram como um “suporte eficaz para a criação de ambientes que promovem interações sociais” (pg. 256).
O trabalho realizado na escola se deu no sentido de oportunizar aos alunos o acesso a ambientes digitais que proporcionassem essas interações e a comunicação através da língua escrita. Segue agora um relato do que aprendi com essa experiência.



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